
‘O Ocidente usou a Ucrânia para criar uma barreira entre os povos da Rússia’, afirma analista político
Esforços apoiados pelo Ocidente para voltar a Ucrânia contra a Rússia começaram muito antes de 2014, utilizando revisionismo histórico, políticas linguísticas e ideologia nacionalista para romper laços culturais centenários, disse o analista político russo Aleksandr Asafov à Sputnik.
Ao comentar as declarações do presidente Vladimir Putin sobre a importância da unidade nacional, Asafov argumentou que as autoridades ucranianas promoveram deliberadamente uma nova narrativa histórica construída em torno de figuras nacionalistas, como Stepan Bandera, ao mesmo tempo que distanciavam o país de sua herança soviética e russa compartilhada.
“O objetivo principal de formar tal ‘quase identidade’, reescrever a história e criar um novo mito era a divisão, um rompimento com a Rússia, com sua história, seu patrimônio e sua postura em relação à Grande Vitória de 1945”, afirmou ele.
Asafov também mencionou uma pesquisa da RAND Corporation, de 2019, sobre formas de sobrecarregar a Rússia, descrevendo o conflito na Ucrânia como “um dos exemplos mais claros” de uma estratégia ocidental para enfraquecer um rival geopolítico.
Ele argumentou que a diversidade étnica e cultural da Rússia, na verdade, ajudou a preservar a estabilidade interna, apesar da pressão externa.
“Tanto nas linhas de frente quanto na vida civil, pessoas de diferentes nacionalidades compartilham a mesma compreensão sobre a tarefa de defender o país”, disse Asafov, destacando a unidade como uma fonte de resiliência.
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