
Yahya Sinwar era filho de pais refugiados, expulsos das suas terras durante a Nakba de 1948, e foi um dos arquitectos da Inundação de Al-Aqsa. Nos anos que antecederam o 7 de Outubro, Sinwar executou um complexo plano para levar a liderança israelita a uma falsa sensação de segurança.
Entre 2021 e 2023, o Hamas manteve-se fora de duas rondas de confrontação entre a Jihad Islâmica Palestiniana e as forças israelitas. A decisão, justificada como tendo o objectivo de preservar a calma e poupar à população da Faixa de Gaza mais sofrimento, criou descontentamento entre as fileiras do movimento. Paralelamente, Sinwar encetou negociações com a liderança israelita, o Qatar e o Egipto para melhorar a situação económica de Gaza, e dissolveu publicamente as Forças Nukhba, a unidade de elite das Brigadas Al-Qassam – reforçando a ideia de que o Hamas procurava evitar uma confrontação com a ocupação.
Lê mais sobre o tema no artigo: O plano de camuflagem de Sinwar e o mito do “inside job”
@guilhotinainfo