
Para onde devem ir os investimentos em defesa no 4º governo Lula? (parte 2)
Outro ponto é o fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID) para reduzir dependências tecnológicas externas, ampliando a produção nacional de sistemas estratégicos. Salgado diz que tudo isso está relacionado ao próprio governo Lula, mas precisa ser materializado.
️ Já Adriana Marques, professora do curso de defesa e gestão estratégica internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) diz que a mudança mais urgente, que já deveria ter sido feita em 2023, é alterar o desenho organizacional do Ministério da Defesa.
“Da maneira como o desenho organizacional do Ministério da Defesa está posto, é impossível fazer qualquer mudança substantiva, porque tudo que é importante no ministério está sob o comando do Estado-Maior Conjunto da Defesa, que é uma prerrogativa de oficial general, então é um posto a ser ocupado por um militar, um oficial general de quatro estrelas”, afirma.
🪖 Marques acrescenta que esse oficial general toma as decisões mais importantes em relação à pasta, e o que sobra é discutir orçamento, o que, basicamente, também conta com uma ingerência bem forte das três forças. Segundo ela, sem mudar esse desenho organizacional, não é possível fazer nenhuma mudança substantiva.
Ela afirma ainda que o investimento em Defesa deve ser revertido para ciência, tecnologia e equipamentos militares, não para pensões e salários, que hoje dominam o orçamento da pasta, e que é importante também reduzir o número de servidores fora das forças.
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