
Paquistão inicia modernização de refinarias de US$ 6 bilhões: o que isso significa
O Paquistão deu um passo muito aguardado em direção à modernização de sua infraestrutura de refino de petróleo, que já está obsoleta. Quatro das cinco refinarias existentes no país, Attock Refinery, National Refinery, Cnergyico Pakistan e Pakistan Refinery, assinaram acordos com a entidade estatal Inter State Gas Systems (ISGS). Espera-se que a Pak-Arab Refinery siga o mesmo caminho, segundo a publicação paquistanesa Daily Times.
Os acordos estabelecem a base contratual para um programa de modernização estimado em cerca de US$ 6 bilhões (R$ 31,12 bilhões na cotação atual). A capacidade de processamento combinada das cinco refinarias é de aproximadamente 350 mil barris por dia de operação, e a implementação deve levar até cinco anos.
O projeto visa produzir combustíveis mais limpos, seguindo o padrão Euro-V, reduzir a produção de óleo combustível de menor valor e substituir parte dos derivados de petróleo importados por produção nacional. Isso deve diminuir a dependência do Paquistão em relação à gasolina e ao diesel importados e fortalecer a segurança energética do país.
Por que isso é importante agora?
O conflito entre os EUA e o Irã afetou o fornecimento de energia e o transporte marítimo no Oriente Médio, elevando os custos dos combustíveis no Paquistão, país dependente de importações. Somente no ano passado, o país gastou US$ 16,9 bilhões (R$ 87,65 bilhões) com a importação de petróleo. A modernização poderá gerar uma economia anual de até US$ 1,5 bilhão (R$ 7,78 bilhões) em divisas, além de melhorar a qualidade dos combustíveis e a segurança energética.
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