Em entrevista à Folha de S. Paulo, o senador Flávio Bolsonaro volto a implicar seu partido no não reconhecimento do resultado das eleição presidencial na qual foi derrotado.
Na noite do domingo (25) eleitoral, Flávio afirmou que não reconhecia a derrota e pediria a anulação da eleição. No dia seguinte, no entanto, mudou o argumento e afirmou que iria pedir a cassação da chapa de Lula e Alckmin por abuso de poder econômico.
Logo depois, entretanto, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse reconhecer o resultado eleitoral, apesar de ainda afirmar que é preciso esclarecer questionamentos sobre certas medidas “eleitoreiras”.
Flávio, afirmando não ter provas de que houve fraudes na eleição, apenas suspeitas, repetiu à acusação à Folha em entrevista publicada nesta sexta-feira (6).
“A nossa parte jurídica vai ser que ele usou a máquina pública fora da lei. Isso não é permitido na legislação brasileira, se fosse a chapa do Flávio Bolsonaro, estava cassada. “
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até o momento, apresentou apenas ações protocoladas por Flávio Bolsonaro e pelo partido Novo. Nenhuma em nome do PL. No caso do Novo, inclusive, trata-se de Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) feita antes do segundo turno das eleições, alegando que medidas provisórias e decretos feitos pelo governo no ano eleitoral configurariam como abuso de poder político.
O PL, em 2022, foi condenado TSE ao apoiar o então presidente Jair Bolsonaro, que perdeu as eleições daquele ano, em uma iniciativa de encampar contestações infundadas contra as urnas eletrônicas no segundo turno daquele pleito. O coligação do partido foi condenada por litigância de má-fé, com uma multa de R$ 22, 9 milhões.
Na entrevista à Folha, Flávio Bolsonaro deixou de lado o tom mais moderado introjetado nas eleições e lançou mão de um estilo mais próximo ao pai, que faz uso de teorias conspiratórias para sustentar acusações, como dizer que o PT tem um “projeto comunista” para o Brasil.
Assim como na entrevista ao The New York Times, publicada na quinta-feira (5), o senador não deu detalhes do plano de fuga que o fez atravessar a fronteira com a Argentina com passaporte italiano e de lá, com passagem pelo Equador, rumou à Miami, nos Estados Unidos.

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