Estudantes se concentram nesta quarta-feira (7) no Centro do Rio de Janeiro, para uma manifestação em defesa da democracia, da educação e dos direitos sociais. Marcada para o meio-dia, a manifestação começou na Candelária e seguiu em caminhada até a Cinelândia.
O ato, convocado pela União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ), contou com alunos de universidades, institutos federais e escolas públicas e ocorre após os resultados do primeiro turno das eleições. Segundo os organizadores, a mobilização nas ruas será mantida depois das eleições.
Além da defesa da democracia e da educação pública, os manifestantes criticaram propostas atribuídas à candidatura do o senador Flávio Bolsonaro (PL), incluindo cortes no setor público, privatizações e medidas que poderiam afetar o financiamento da educação.
A organização afirma que o objetivo é ampliar a participação dos estudantes no debate político e impedir o avanço de políticas que considera ameaçadoras aos direitos sociais.
Esta não foi a primeira manifestação da Estudante de jornalismo, Yasmin Rocha, 22 anos, que defendeu que o sucesso das reivindicações populares dependem da organização de rua:
“Eu estava rua em 2018, em 2022 e estou na rua agora […] O povo fala, a voz fala. Enquanto a gente não botar a cara e não vir pra cá pra cantar, pra bater palma, pra gritar pro trabalhador que se a gente tá na rua é pro filho dele estudar, nada nesse país vai mudar,”, disse ela. “Sou fruto de políticas públicas. Se eu faço uma universidade hoje, é porque muita gente tomou porrada pra hoje a gente tá aqui, lutando pelos nossos direitos, brigando. A gente é estudante, a gente não abaixa a cabeça”, afirmou.
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Dezenas de atos estão previstos em dez estados, organizados por estudantes e entidades em uma frente de mobilização com mesmo propósito no segundo turno da eleição presidencial.

Estudantes fazem manifestação em defesa da democracia e da educação no Rio de Janeiro
A manifestação ocorre após atos realizados por estudantes da UFF e da UFRJ em Niterói e no Rio de Janeiro no início da semana e ganhou força após o primeiro turno das eleições. Entre as principais bandeiras estão a defesa da educação pública, o combate ao avanço da extrema direita e a preservação de direitos sociais.

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