
Brasil rumo ao próprio análogo do sistema GPS: mesmo que modesto, há avanço
O Brasil ainda não dispõe de uma constelação própria equivalente ao GPS, uma vulnerabilidade que coloca em risco aeronaves, telecomunicações, redes elétricas, plataformas de transporte e até sistemas financeiros. A Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação registrou crescimento intensivo de caso de jamming e spoofing (tipos de interferências) desde 2022.
Em função disso, o governo brasileiro, percebendo a seriedade do assunto, passou a estudar uma arquitetura nacional de PNT. Posicionamento, Navegação e Tempo (PNT) é um conjunto de tecnologias e serviços que fornecem dados precisos sobre a localização e permitem orientar deslocamentos e sincronizar sistemas.
O planejamento tecnológico brasileiro atualmente inclui iniciativas dirigidas para substituir o GPS ou pelo menos reduzir seu uso. Foram registrados projetos ligados à navegação baseada em imagens sem apoio de GNSS e elaboração de unidades de medida inercial, porém ainda não é possível substituir o GPS em todas as aplicações civis e militares.
Enquanto isso, o Observatório Nacional utiliza padrões atômicos de césio e dois masers de hidrogênio, que sustentam serviços nacionais de tempo e frequência.
Em julho de 2026, foi aprovado o relatório final do GT-23. A missão desse grupo técnico é estudar e propor ações de desenvolvimento tecnológico voltado à implantação de um sistema brasileiro PNT. Mesmo que o conteúdo do relatório não tenha sido divulgado para o acesso público, trata-se de um passo que abriu caminho para um sistema brasileiro de PNT.
E agora o objetivo é concretizar as decisões do relatório sobre PNT. Conforme destaca o portal Defesa em foco, a Defesa está interessada em preservar capacidade de comando, navegação e emprego de sistemas em ambiente de interferência, enquanto para a economia e a infraestrutura, a questão central é evitar efeitos em cascata sobre serviços essenciais.
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