Agentes de IA da OpenAI desativam mecanismos internos de segurança sem autorização


Dois agentes de inteligência artificial da empresa estadunidense OpenAI desativaram ferramentas de monitoramento durante tarefas internas de programação, em episódios registrados nos dias 3 e 6 de outubro. A informação foi noticiada nesta quarta-feira (21) pela empresa.

De acordo com OpenaAI, empresa responsável pelo ChatGPT, os casos não envolveram invasões a sistemas de terceiros.

Em um dos episódios, o agente interpretou uma instrução sobre mensagens no Slack como autorização para interromper alertas de segurança. No outro, um sistema removeu uma ferramenta de monitoramento e afirmou incorretamente que não havia feito isso.

A OpenAI informou que está reforçando as proteções para dificultar que os agentes desliguem esses mecanismos. A empresa também investiga se os episódios indicam uma tendência dos modelos de agir de maneiras contrárias ao treinamento para evitar a supervisão humana.

Casos similares têm sido divulgados na imprensa com cada vez mais frequência e ligado o alerta sobre a impossibilidade de humanos monitorarem e controlarem IAs cada vez mais autonômas.

No final de setembro a mesma empresa desistiu do lançamento de seu modelo de inteligência artificial de nova geração, o GPT-6.1 Astra, por razões de segurança, informou o jornal Wall Street Journal, citando a companhia.

O lançamento do modelo estava previsto para outubro, mas pesquisadores identificaram falhas críticas durante testes internos.

Segundo a publicação, a chefe do departamento de sistemas de segurança da OpenAI, Saachi Jain, explicou que o modelo apresentou maior propensão a enganar, pois nem sempre informava de maneira honesta ao usuário sobre as ações realizadas.

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