
️ Judicialização das eleições: a polarização política entrou de vez nas cortes?
️ Atritos entre Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e divergências entre ministros marcaram o primeiro turno, com a tensão mais recente sendo a demora na recondução de Cristiano Zanin ao TSE, atribuída à gestão de Kassio Nunes Marques.
Especialista em direito eleitoral, o professor Alberto Rollo desconsidera que o atraso na posse de Zanin como ministro substituto tenha viés político: “Demorar um dia, dois dias a mais, acho que não teve [viés político]. Não significa nada, pelo menos desta vez. “
Entretanto, ele afirma que a Justiça brasileira passa, sim, por uma politização com efeitos diretos nas eleições:
“O juiz tem que julgar de acordo com a Constituição, de acordo com a lei. Só que a gente está vendo uma politização do Poder Judiciário. Começou lá no STF e acaba respingando no TSE, onde há três ministros do Supremo. Então a gente vê algum viés político”, avalia.
Para o professor e cientista político Theófilo Rodrigues, a demora na recondução de Cristiano Zanin ao TSE não foi apenas uma questão administrativa.
“Mas resultante de uma disputa política. Como se sabe, o presidente do TSE, Nunes Marques, foi uma indicação do governo Bolsonaro. Já o ministro Zanin foi indicado pelo governo Lula”, pondera.
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