A Ucrânia não poderá ingressar na União Europeia (UE) em 1º de janeiro de 2027, declarou a comissária europeia de Vizinhança e Alargamento, Marta Kos. Nesse processo, não pode haver “descontos nem privilégios”, ressaltou ela.
“1º de janeiro de 2027 é a data fixada por [Vladimir] Zelensky. A adesão baseia-se no princípio do mérito: está claro que essa data não é possível”, declarou Kos em entrevista à imprensa.
A autoridade explicou que, na Ucrânia e em outros países, a adesão desse Estado à União Europeia é considerada uma garantia de segurança, uma vez que o conflito ucraniano alterou a geopolítica da Europa.
“E uma das consequências disso é que o alargamento volta a ser uma prioridade, não apenas para a Ucrânia, mas também para os demais países”, indicou a comissária europeia.
Kos ressaltou que a Ucrânia não contará com privilégios nem atalhos no processo de adesão, embora, segundo ela, a União Europeia deva levar em conta a situação em que o país se encontra.
“Não há privilégios nem descontos no processo de adesão”, enfatizou.
Anteriormente, meios de comunicação informaram que a Ucrânia está realizando as reformas necessárias para ingressar na União Europeia mais lentamente do que muitos países do bloco esperavam.
Antes disso, Zelensky havia exigido que a UE admitisse a Ucrânia no bloco em 2027. Ao mesmo tempo, líderes europeus apontaram diversas vezes que a legislação ucraniana não se adequa aos padrões europeus e que uma das condições indispensáveis para considerar a adesão da Ucrânia é a realização de uma reforma profunda.

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