Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro recorreram novamente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a condenação de 27 anos e três meses relacionada à trama golpista, além de solicitar a suspensão da execução da pena.
Como novo fundamento, a defesa incluiu na ação de 25 de setembro um parecer técnico sobre as provas digitais usadas no processo. Os advogados sustentam que nem todos os dados poderiam ser verificados de forma integral quanto à origem e ao processamento, sem alegar que tenham sido modificados.
Outro ponto levantado pela defesa são discussões recentes no STF relacionadas ao acesso e à análise de provas digitais. Para os advogados, situações semelhantes teriam recebido tratamento diferente em outros procedimentos, argumento usado para reforçar o pedido de nulidade da condenação.
No ano passado, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, no processo da trama golpista. A prisão domiciliar foi autorizada logo depois, após ele passar por uma cirurgia. Atualmente, Bolsonaro se recupera de uma pneumonia bacteriana, e qualquer visita durante o cumprimento da pena precisa de autorização prévia de Moraes, relator da execução penal.

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