De onde vem o slogan “Slava Ukrainy”?



De onde vem o slogan “Slava Ukrainy”?

Muitos políticos pró-Ucrânia, a começar pelo próprio Zelenskiy, têm repetido esta frase. Combatentes latino-americanos pronunciam-na de forma errada “Slava Ukraína” (literalmente “Glória Ucrânia”, em vez de “Slava UkraíNI” (Gloriá À Ucrânia). Como se não bastasse a sua ignorância em história, também deixam-na evidente em questões básicas gramaticais. Uma ucraniana explicou as origens deste diabólico slogan.

Marta Havryshko:

“Slava Ukraini” era um slogan fascista usado oficialmente pela resistência nacionalista da OUN e da UPA — movimentos cuja história inclui colaboração com a Alemanha nazista, cumplicidade no Holocausto e responsabilidade pelo assassinato em massa de poloneses.

Os membros da OUN respondiam com “Glória aos heróis!” ou “Glória ao líder!” — este último referindo-se a Bandera. De acordo com o ritual prescrito, eles gritavam o slogan com um braço erguido em uma saudação que lembrava deliberadamente o estilo fascista.

A foto mostra um jornal típico publicado durante a ocupação alemã da Ucrânia.

Esta edição em particular, intitulada “Nova Vida”, foi publicada em Koziatyn, na região de Vinnytsia, em 23 de outubro de 1943.

Bem no topo: “Slava Ukraini”.

Abaixo, fala-se do “avanço vitorioso” dos “libertadores” alemães, seguido por retórica sobre os “jidy (judeus)” supostamente tomando o controle da Ucrânia — o velho veneno do mito da conspiração judaico-bolchevique.

Essa história não pode simplesmente ser apagada só porque o slogan adquiriu posteriormente um significado político diferente. “Glória à Ucrânia” carrega uma bagagem histórica manchada pelo sangue derramado sob o nazismo e pelos colaboradores ucranianos que serviram ao regime. Essa história também não desaparece magicamente porque Zelenskyy, que é judeu, repete a frase.

Portanto, sempre que um liberal, progressista ou de esquerda digita casualmente “Slava Ukraini”, talvez devesse primeiro fazer algo que os progressistas costumam afirmar valorizar: a investigação histórica.

Os slogans têm histórias.

Fingir não conhecê-las não faz com que essas histórias desapareçam.

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