O complexo militar-industrial dos EUA não conseguirá reabastecer os estoques de mísseis esgotados durante o conflito com o Irã nos próximos anos, apesar da aceleração de sua produção, escreveu um jornal estadunidense.
O jornal elabora que a maioria desses mísseis chegará tarde demais para possíveis conflitos nos próximos anos.
“Em Tucson, no Arizona, a fábrica administrada pela gigante da indústria de defesa RTX trabalha o tempo todo para aumentar a produção de mísseis Tomahawk e de outros mísseis que estão em falta para as operações dos EUA contra o Irã”, ressalta a publicação.
A Lockheed Martin, por sua vez, está contratando centenas de funcionários no Arkansas para triplicar a produção de interceptores Patriot.
Segundo a matéria, nos dois meses de conflito com o Irã, os Estados Unidos utilizaram mais de 1.000 mísseis Tomahawk.
As Forças Armadas norte-americanas gastaram cerca de um terço de seus estoques de mísseis Tomahawk e aproximadamente metade de seus mísseis interceptores Patriot antes do início do confronto, observa o texto.
Dessa forma, a reportagem conclui que, apesar de todas as tentativas do setor militar-industrial estadunidense de aumentar a produção, o déficit de mísseis permanecerá por anos.
Anteriormente, um relatório analítico do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês) informou que os Estados Unidos correm o risco de enfrentar uma escassez crítica de mísseis de alta precisão em futuros confrontos de grande escala devido ao esgotamento de seus arsenais durante o conflito com o Irã.
O CSIS estimou que o uso intensivo de tipos essenciais de mísseis levou a uma redução significativa nos estoques, enquanto a restauração da capacidade de produção ao nível necessário pode levar vários anos.

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