A Rússia terá de acabar com a guerra de qualquer maneira, mas em piores condições – Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, disse que ao recusar negociações diretas com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, o líder russo Vladimir Putin perdeu a chance de sair de uma guerra fracassada e que a Rússia será mais tarde forçada a aceitar um acordo diplomático em condições significativamente piores.

Fonte: Sybiha em X

Citar: Não há boas notícias para os russos. Ao recusar a oferta do Presidente Zelenskyy para conversações de paz directas, Putin perdeu a oportunidade de sair da sua guerra fracassada.

As coisas só vão piorar para a Rússia. As perdas no campo de batalha continuarão a crescer. As falhas ficarão mais humilhantes. A economia mergulhará ainda mais na recessão. Mais empregos serão perdidos, os impostos aumentarão e a inflação atingirá os mais vulneráveis.

Já não existem locais seguros na Rússia que possam estar isentos das sanções de longo alcance da Ucrânia. Mas a sua intensidade continuará a crescer. A pressão internacional não diminuirá. Só ficará mais forte. Incluindo a utilização de bens congelados, proibições de viagens e inevitável responsabilização por crimes.

Detalhes: Sybiha enfatizou que Putin nunca alcançará seus objetivos no campo de batalha e é melhor ele abandonar as suas esperanças ilusórias de que a Ucrânia entre em colapso em breve, o apoio dos seus parceiros diminuirá ou a pressão sobre a Rússia diminuirá.”

Citar: A Rússia ainda terá de aceitar uma solução diplomática, mas as condições serão muito piores.

A recusa da paz por parte de Putin deverá levar a um aumento significativo da pressão internacional sobre a Rússia e ao apoio à Ucrânia.”

Fundo:

  • Numa carta aberta datada de 4 de Junho, Zelenskyy propôs que Putin concordasse com uma data e se encontrasse pessoalmente para discutir o fim da guerra. Ele também apelou ao envolvimento da Europa e dos EUA nas negociações Rússia-Ucrânia.

  • Putin disse que revisou a carta, mas “não vê sentido” ao realizar tal reunião.

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